Esta é a descrição de uma nova
experiência. Experiência essa que trouxe através de uma semente de feijão
reflexões sobre a vida e seus altos e baixos.
Tudo começa a partir da proposta:
plantar três sementes de feijão e acompanhar seu desenvolvimento. Tarefa
aparentemente simples, mas recheada de
lições e boas intenções.
O segundo passo é o otimismo, e o
terceiro o comprometimento. Proferir palavras boas, ter confiança e se comprometer
são as chaves para uma experiência bem sucedida.
E com muito carinho, a semente foi
plantada. Logo após, germinada. Ali nascia uma nova vida – dependente de água,
sol e cuidado.
Assim como todo e qualquer ser,
precisou-se de tempo para o recém broto conseguir seu espaço, seu destaque.
Mais tempo do que se imaginava. O que se leva a crer que o tempo é relativo
para cada um; enquanto outros pés de feijão floresciam, este ainda dava seus
primeiros passos. No fim, que diferença faz? Todos possuem o mesmo propósito,
terão o mesmo efeito.
Durante essa espera, pequenos insetos
fizeram deste broto sua morada. Eles se alimentavam pouco a pouco de suas
pequeninas folhas e enfraqueceram sua estrutura. Soluções foram pensadas e
postas em prática, e logo o feijão voltou a se desenvolver. E ali ficou por
dias, meses.
Até que sim, a primeira flor! Sinal de
que tudo ia muito bem, além do esperado. A flor trouxe a sensação de dever
(quase!) cumprido.
Depois das flores, pequenas vagens
começaram a se formar. Elas trouxeram ainda mais expectativa e a sensação de
estar no caminho certo.
Em seguida, uma nova infestação de
insetos. Altos e baixos, não é mesmo? Dessa vez de maior proporção, com novos
insetos e de maior força. O pé de feijão novamente enfraqueceu. As antigas
soluções já não serviam, era preciso se reinventar. O pé foi podado, recebeu um
suporte para manter-se de pé, e seguiu com seu desenvolvimento.
Porém, sua recuperação dessa vez não
foi completa. Suas vagens pararam de se desenvolver, exceto uma. Essa única vagem
cresceu, secou e caiu. Poderia ser o fim. Mas ali havia um novo broto, um
suspiro de esperança. Engraçado como são os ciclos...

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